Hoje, ações como autorizações limitadas, identificação de colaboradores e monitoramento regular já configuram cerca de 3/4 do custo extra das práticas da arquitetura zero trust em situações híbridas, conforme divulgado no portal @Cognixia, em abril de 2025. Esse número mostra que grande parte do investimento em Zero Trust não está em tecnologias disruptivas. Está na disciplina operacional e no ajuste dos controles de acesso e identidades, exigindo integração fina entre equipes de segurança, operações e desenvolvimento.
Para as empresas que já operam em cloud, a arquitetura Zero Trust se revela menos uma barreira técnica e mais uma questão em que a maturidade em processos e visibilidade de atividades que determina a resiliência dos dados, não o volume de ferramentas adquiridas.
Economizando tempo, otimizando a segurança.
As transformações na segurança cibernética vêm remodelando a forma como as equipes operam, e a filosofia Zero Trust, acompanhada de inovações disruptivas, oferece uma perspectiva promissora para a otimização das rotinas dos especialistas. Pense bem: grande parte da jornada diária desses profissionais, algo entre 60% e 70% do seu expediente, é consumida por atribuições que, hoje, podem ser conduzidas automaticamente por essas recentes implementações.
Lembre-se de como era há pouco tempo: as abordagens tradicionais de segurança confiavam demais no conceito de perímetros protegidos, negligenciando ambientes híbridos complexos, que hoje são uma realidade consolidada. O Zero Trust rompe essa lógica ultrapassada ao adotar como princípio a desconfiança constante, reforçando que nenhum usuário ou dispositivo deve ter acesso irrestrito a recursos sensíveis sem validação contínua. Essa abordagem, além de fortalecer a proteção contra ameaças, facilita a automação de controles essenciais, como autorização e monitoramento contínuo, permitindo que os especialistas concentrem seus esforços nas atividades mais críticas, aquelas que exigem maior precisão e análise humana estratégica.
E, com isso, o Zero Trust acaba exercendo uma influência acentuada nas operações de segurança que carregam consigo maior relevância tática e uma complexidade inerente, distinguindo-se das demais formas de trabalho em segurança. Em outras palavras, estamos falando de uma mudança que toca diretamente nas operações onde a atenção e a precisão são absolutamente indispensáveis.
O que fazer e o que evitar ao adotar a engenharia zero trust
Quando o assunto é aprimorar sua blindagem digital, é inteligente se debruçar sobre uma auditoria de segurança completa. É como fazer um raio-X detalhado da sua operação: você identifica onde estão os pontos fortes e, ainda mais importante aqueles que demandam atenção redobrada. E aqui vai uma dica: ao avançar com a implementação de novas camadas de proteção, nunca esqueça dos seus sistemas antigos. Eles podem parecer secundários, mas muitas vezes são as brechas por onde os adversários tentam se infiltrar.
Além disso, capacitar a equipe nos princípios de uma abordagem como o Zero Trust é um passo que rende muitos frutos. Pense bem: seus colaboradores são a primeira linha de defesa, e quando eles entendem a lógica por trás de cada medida, a segurança se torna algo que pertence a todos, em vez de ser apenas uma regra imposta. Assim, deixar de lado a instrução e a conscientização dos usuários é um erro que pode custar caro. Pense que é como dar um carro de corrida para alguém que nunca dirigiu: o potencial está lá, mas sem preparo, o risco é grande. A educação precisa ser a primeira medida de proteção. Além da conscientização, é importante modificar os processos para que a segurança esteja na cultura, diminuindo as pontas soltas em acessos desnecessários ou super permissivos.
Adotar a autenticação multifator (MFA), por exemplo, é algo que você deveria abraçar com força. É uma camada extra de certeza, uma barreira que dificulta a vida de quem tenta acessar indevidamente. Em contrapartida, confiar apenas em senhas para garantir a identidade de quem acessa seus sistemas é como deixar a porta da frente entreaberta. É um risco desnecessário em um mundo onde a astúcia dos invasores cresce a cada dia.
E a jornada da segurança, pode ter certeza, é uma estrada que exige atenção constante. Monitorar e atualizar a proteção ininterruptamente é a regra de ouro. E, da mesma forma, imaginar que sua estrutura de segurança, uma vez montada, vai permanecer impecável por si só é uma ilusão que pode trazer grandes dores de cabeça. As ameaças evoluem, e sua defesa precisa evoluir com elas.
Em todos os clientes e parceiros nos quais cuidamos da segurança da informação, nós implementamos automações para monitorar e revisar vários aspectos da segurança, como atualizações de sistemas e monitoramento de acesso, uso, logs, etc. Contudo, não escapa modificar a rotina inserindo agendamentos para fazer a revisão dos sistemas e analisar oportunidades de melhoria, sempre mirando no melhor custo-benefício.
Em síntese
Em ambientes onde o Zero Trust é adotado com inteligência, a segurança passa a ser dinâmica, proativa, parte da cultura e cada vez mais automatizada. O avanço dessa abordagem permite que equipes direcionem seu tempo para decisões estratégicas e para a resposta a incidentes de alta complexidade, em vez de tarefas repetitivas e controles reativos.
Essa evolução representa um salto qualitativo para empresas que buscam resiliência digital, com governança ajustada ao quadro dos ambientes híbridos e cloud. A chave está em transformar disciplina e automação em um ciclo virtuoso de segurança sem intervalos.