CTO em startups: Coder, estrategista e as a Service?

Toda startup tem seu começo caótico. 

O produto ainda é uma ideia na tela, a equipe é pequena (às vezes, inexistente) e os recursos, limitados. Nesse momento, o CTO (que muitas vezes ainda é apenas um programador) assume um papel quase heróico: é ele quem escreve a primeira versão do produto, cuida do front e do back, dá conta da UX, garante que a infraestrutura não caia, ajuda no suporte e até resolve questões financeiras. O pragmatismo é a regra e a velocidade, nessa fase, vale mais que a perfeição. Na grande maioria das vezes, o salário está abaixo do mercado, mas a participação societária na empresa e a chance de construir algo do zero fazem com que o profissional banque o risco e mergulhe de cabeça.

Quando a equipe começa a crescer

Com o passar do tempo, o CTO não consegue mais carregar tudo sozinho. Surge a necessidade de recrutar e formar um time. Essa transição é delicada: abrir mão do controle do código e confiar em outras pessoas pode gerar insegurança. É exatamente nessa fase que a cultura da empresa começa a tomar forma. Quando a equipe chega a algumas dezenas de colaboradores, a complexidade aumenta: a comunicação fica mais difícil, a necessidade de planos de carreira surge, assim como de políticas de remuneração e gestão. Ou seja, o CTO ainda toca pontos técnicos, mas passa a atuar mais como orientador das operações.

A virada para o scale-up

Quando a startup dobra de tamanho ano após ano, a dinâmica muda. O CTO precisa deixar de ser um executor para se tornar estrategista. Já não é mais viável escrever código todos os dias, pois o foco se desloca para gestão, segurança, arquitetura, dados e alinhamento com os objetivos de negócio. 

Surge, então, a necessidade de trazer Tech Leads, POs e outros líderes intermediários que dividam essas responsabilidades. Nessa fase, o CTO precisa escolher onde concentrar sua atuação: continuar próximo de tecnologia ou se posicionar cada vez mais como líder estratégico.

Sem falar na especialização que acaba ocorrendo em muitas startups. Às vezes, a expertise original do CTO não é suficiente para integrar decisões sobre novos aspectos técnicos do negócio. Em casos mais complicados, pode não ser capaz de opinar ou supervisionar.

O CTO sob demanda como alternativa

Nem todas as startups conseguem contratar um CTO em tempo integral desde o início, e é aqui que entra o CTO sob demanda. Esse modelo garante liderança técnica e estratégica de alto nível com flexibilidade, pois pode ser feito por algumas horas por semana ou por projeto. Isso, além de reduzir custos, traz soluções para problemas técnicos baseadas em experiências anteriores e suporte em momentos como due diligence. Além disso, também ajuda a reduzir riscos como vulnerabilidades na segurança e orientar a equipe para ganhar maturidade.

Outro ponto é o impacto no desenvolvimento da equipe. Startups geralmente começam com squads pequenos e profissionais generalistas. E, com a presença de um CTO sob demanda, essas equipes ganham direcionamento para adotar boas práticas de engenharia, documentar processos e reduzir a dependência de improviso. Isso acelera o aprendizado e cria uma base mais firme para quando a empresa crescer e precisar contratar novos desenvolvedores.

E o diferencial do CTO sob demanda é que ele também estrutura processos de governança de dados, avalia a escalabilidade da arquitetura escolhida e orienta o time sobre quando vale a pena investir em novas integrações ou manter soluções já existentes. Para uma startup que busca captar investidores, por exemplo, ter esse nível de organização e previsibilidade é  decisivo na negociação porque mostra que a empresa tem controle sobre riscos e visão sobre o seu futuro tecnológico.

Conclusão

Com a hiperespecialização, excesso de trabalho, falta de tempo e aumento da complexidade da demanda do negócio, é comum que CTOs (e até mesmo outros líderes em C-level) não consigam dar conta de todas as atividades, mesmo os mais capazes. Nesse cenário, é possível terceirizar parte dessas demandas com empresas que atendem como CTO as a Service (CTO sob demanda).

Existem profissionais altamente especializados no mercado que podem ajudar com a elaboração de roadmaps, recrutamento de talentos, condução de treinamentos para seniorização da equipe, bem como lidar com aspectos técnicos fora da especialidade do CTO em comando, trazer um olhar externo e complementar do mercado, entre outras vantagens. 

Esses profissionais atuam como verdadeiros parceiros de batalha e potencializadores das capacidades do CTO da empresa. Com esse apoio, as empresas sentem uma clareza imediata nas decisões técnicas e em muitos casos, o ROI é visto nos primeiros meses.

Na Navega, entendemos essa necessidade desde a fundação. Desde então, temos apoiado diversos negócios como parceiros próximos, gerando valor com uma visão sênior construída em especializações internacionais, especialmente no Vale do Silício.

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